Vera Lúcia Cândido nasceu em uma cidadezinha do interior de São Paulo, chamada Castilho. De origem humilde, sua infância foi marcada por muito trabalho e responsabilidade com a casa e os 4 irmãos. “Naquela época, éramos crianças até os 6 anos, depois vinham as responsabilidades e os afazeres domésticos. Por ser a irmã mais velha, era o braço direito da minha mãe Dona Terezinha e o meu pai Sr. Ernesto” conta Vera.
Aos 9 anos, começou a trabalhar na feira vendendo limões. Como a venda da fruta não rendia o suficiente para ajudar a família, sentiu a necessidade de fazer algo a mais. Sua bisavó Dona Zizinha, uma crocheteira inigualável da região, conhecedora das necessidades de sua neta Vera, decidiu ensiná-la crochê para vender na feira e aumentar sua renda.
Vera então, depois de cumprir com seus deveres em casa e na feira, sentava ao lado de sua bisavó Dona Zizinha e passava os fins de tardes aprendendo os pontos e segredos da técnica do crochê. “Recordo que a primeira agulha que ganhei foi meu pai quem deu... ele pegou um graveto de goiabera e talhou um gancho na ponta com o canivete que sempre carregava junto a ele”.
Depois de dois meses de aprendizado, Vera já tinha suas primeiras toalhinhas para vender na feira e para a vizinhança. “Confesso que os primeiros trabalhos foram difíceis de vender porque naquele tempo a mulherada entendia de crochê”. O tempo foi passando e Vera se aperfeiçoando na habilidade de tecer. Seu trabalho tornou-se tão primoroso que as clientes passaram ir a sua casa para comprar e encomendar peças de crochê. “Apesar de ser difícil o trabalho na feira, essa experiência fez com que eu me torna-se uma excelente vendedora, algo que levo comigo até os dias de hoje”.
A menina do interior de São Paulo resolveu mudar-se para a Grande Capital. Com a rotina corrida da sua nova vida, é obrigada a deixar o crochê de lado. Conhece seu esposo Paulo, casa-se e tem sua primeira filha Bruna Szpisjak. Desde então, a agulha foi esquecida. “Durante uma fase da minha vida, achei que nunca mais ia precisar trabalhar com crochê, pois a técnica me fazia lembrar de tempos difíceis”.
Preocupados com a frágil saúde da sua filha mais velha, em 1992, decidiram mudar-se para uma ilha de SC, um paraíso. Em 1996, a família ganhou mais uma integrante, nasce Izadora Szpisjak. A situação econômica apertou e novamente, Vera recorre ao crochê para complementar a renda.
Bruna já com seus 7 anos, admirava a habilidade que sua mãe tinha com as agulhas e novelos. “Bruna, muito curiosa queria descobrir como um fio e uma agulha transformavam-se em blusas e mantas. Até que um dia, ela sentou do meu lado e falou: Mãe, me ensina? Desde então, essa menina não parou e faz crochê até hoje”
1° Roupinha para bonecas confeccionada por Bruna.
“No começo, lembrava do crochê como um retrocesso ao passado da minha infância humilde, mas hoje sou capaz de perceber que nada foi em vão. Aprender crochê foi a solução para os momentos mais difíceis da minha vida. Hoje, tenho orgulho em dizer que sou crocheteira e que repassei isso para minhas filhas, bem como minha bisavó Dona Zizinha fez comigo. Quem diria que em pleno século XIX, Bruna aos seus 25 anos, designer fosse se dedicar plenamente a essa técnica. Estudamos juntas e criamos juntas, somos uma só, como a mão e a agulha.”
Vera Lúcia Cândido.
Super emocionante, né?! Em breve voltaremos com a história da Bruna, a filha de Vera que carrega o crochê na alma e no coração. Um abraço,Conheça os dois novos tons que chegam para somar na linha Barroco Multicolor!
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