Dois estilos tradicionais que atravessaram gerações e conquistaram gerações no mundo inteiro.
Quem começa no tricô logo percebe que existem diferentes maneiras de segurar o fio enquanto tece. Algumas pessoas movimentam mais a mão direita, outras quase não mexem as mãos e conseguem tricotar muito rápido. Isso acontece porque existem dois estilos mais populares de tricô manual: o tricô inglês e o tricô continental. Cada um possui sua própria história, curiosidades e vantagens, e conhecer essas diferenças pode transformar completamente sua experiência nas agulhas. Hoje eu trago informações para meus alunos de tricô que sempre perguntam sobre essas diferenças, então prepare as agulhas e vem tricotar!
O tricô inglês é um dos métodos mais tradicionais e conhecidos no Brasil e é inclusive o método que eu uso para tecer. Nele, o fio fica segurado pela mão direita e é “lançado” sobre a agulha para formar os pontos. Esse estilo ficou muito popular em países de língua inglesa, principalmente na Inglaterra e nos Estados Unidos, o que explica seu nome. É um jeito de tricotar considerado bastante intuitivo para iniciantes, especialmente para quem está começando a entender os movimentos do tricô. É mais lento e por isso evita muitas lesões pois você precisa fazer movimentos mais longos e pausados enquanto tece (e talvez isso explique porque eu tricoto por anos sem dores e lesões).

Já o tricô continental funciona de uma forma diferente. Nesse método, o fio fica na mão esquerda e o movimento para formar os pontos costuma ser menor e mais econômico. Muita gente chama esse estilo de “tricô rápido”, porque ele pode aumentar bastante a velocidade do trabalho depois que a tricoteira pega prática. O método continental ficou muito conhecido em países da Europa continental, como Alemanha e Noruega. Curiosamente, muitas tricoteiras que também fazem crochê acabam se adaptando com mais facilidade ao tricô continental, justamente porque o fio já fica na mão esquerda, parecido com o movimento do crochê. Noto que minhas alunas que vem do crochê preferem esse método.

Uma curiosidade interessante é que durante a Segunda Guerra Mundial o tricô continental perdeu popularidade em alguns países de língua inglesa por questões culturais da época. Muitos passaram a preferir o método inglês, enquanto o continental continuou forte em países europeus. Hoje em dia, graças aos vídeos na internet e às redes sociais, os dois estilos convivem lado a lado e muitas tricoteiras até misturam técnicas dependendo da peça que estão fazendo. Algumas usam o método inglês para pontos mais delicados e o continental para peças grandes e repetitivas.
Uma dúvida muito comum entre quem começa a aprender os dois estilos é se existe diferença nas receitas de tricô feitas no método continental ou inglês. A resposta é não! As receitas continuam exatamente as mesmas, porque os pontos tricô, meia, aumentos e diminuições são executados da mesma forma nas agulhas. O que muda é apenas a maneira como o fio é segurado e conduzido pelas mãos. Isso significa que uma receita criada por uma tricoteira que usa o método inglês pode ser tecida perfeitamente por alguém que tricota no continental, e vice-versa. A única diferença que pode aparecer no início é a tensão dos pontos, já que algumas pessoas tricotarão mais apertado ou mais solto dependendo do método escolhido.

Também vale lembrar que a tensão dos pontos pode mudar dependendo do método utilizado. Algumas pessoas fazem pontos mais apertados no continental e mais soltos no inglês, ou o contrário. Por isso, quando você começa a aprender um novo estilo de tricô, é completamente normal perceber mudanças na aparência da peça até adaptar a tensão das mãos. Com prática, tudo vai ficando mais uniforme e natural. Meu ponto é bem soltinho e o seu?
No final das contas, tanto o tricô continental quanto o inglês carregam história, tradição e muito carinho passado de geração em geração. O mais bonito do tricô é justamente perceber como uma mesma arte pode ser feita de maneiras diferentes ao redor do mundo. Experimentar novos métodos pode deixar o processo ainda mais divertido, além de ajudar você a descobrir movimentos mais confortáveis, rápidos e prazerosos para suas agulhas e seus fios favoritos.
Este post foi escrito por mim, Day Vaz do site Eu Amo Tricô. Sou apaixonada por tricô e há vários anos compartilho receitas, dicas, aulas e um pouco do dia a dia do meu ateliê nas redes sociais. Venha tricotar comigo no site www.euamotrico.com.br ou me acompanhe no Instagram @blogbyday. Não esqueça de marcar suas criações com #semprecirculo e #blogbyday — vou adorar ver o que você anda tricotando por aí!
Dicas práticas e um empurrãozinho para você reencontrar a motivação no tricô, crochê ou qualquer arte manual.
Leia maisFique por dentro de como cuidamos do meio ambiente em toda a nossa cadeia produtiva.
Leia maisPersonagens que não podem faltar na sua decoração!
Leia maisLançamento Avelã, a combinação perfeita do efeito Blend em cada cor! Leve esta novidade para suas peças handmade!
Leia mais