Os deslizes mais comuns de quem está começando no tricô e como evitá-los sem desanimar.
Começar no mundo do tricô é apaixonante: novelos, agulhas, pontos básicos, receitas simples… mas também é uma fase cheia de tentativas, erros e aprendizados. Muitos problemas que parecem “falta de jeito” na verdade são erros muito comuns entre iniciantes no tricô manual. A boa notícia? Todos eu trouxe a solução! Hoje eu trago os 5 erros mais frequentes no tricô para iniciantes, com curiosidades, dicas práticas e caminhos simples para evoluir com mais segurança e prazer.
Esse erro eu vejo muitos dos meus alunos iniciantes cometendo e é um dos erros mais clássicos no tricô. Trabalhar com os pontos excessivamente apertados. Isso costuma acontecer por insegurança, medo de os pontos escaparem da agulha ou até por tensão excessiva nas mãos. É importante lembrar que pontos muito apertados não deixam a peça mais bonita nem mais resistente; pelo contrário, dificultam o tricô e podem deformar o trabalho.
Para solucionar esse problema você pode usar agulhas de tricô mais grossas para praticar bastante os pontos principais do tricô e sempre usar agulhas e fios compatíveis. Relaxe as mãos e os ombros enquanto tricota. Observe se você consegue deslizar os pontos facilmente pela agulha, é um teste para verificar se os pontos estão ou não muito apertados.
Muitos iniciantes no tricô vão até a loja de fios e se encantam com os fios finos, de tonalidades escuras e peludinhos ou com efeitos. Embora lindos, esses não são os fios ideias para quem está começando pois eles dificultam a visualização dos pontos de tricô e tornam o aprendizado mais frustrante.
Opte por fios claros e de espessura média como Mollet, Classic Pull, Enjoy, Avelã e Urbano. Eles ajudam o cérebro a visualizar e memorizar melhor os movimentos dos pontos básicos e técnicas. Eu gosto de indicar tons claros de amarelo, rosa, verde e cinza. Branco pode sujar muito então evite-o para praticar receitas desconhecidas. Evite também fios felpudos, bouclê ou com textura no começo das aulas de tricô. Fios de algodão como Barroco Maxcolor n° 4 ou Amigurumi mostram bem a definição dos pontos e são fáceis de encontrar.
Esse aqui você pode comentar se você quando foi iniciante cometeu ou se você ainda comete. Pular a amostra de tricô é um erro muito comum até entre as tricoteiras mais experientes. Ignorar a amostra pode gerar peças muito maiores ou menores do que o esperado. Eu sempre falo e repito, a amostra não serve apenas para medir tamanho, mas também para entender como o fio e o ponto se comportam juntos. Sem ela, ficamos “cegos” para o resultado final da peça e seus ajustes.
Para evitar dores de cabeça ao terminar seu projeto e evitar surpresas desagradáveis, sempre tricote uma amostra antes de iniciar uma peça maior. Meça a quantidade de pontos e carreiras por centímetro. Ajuste o tamanho da agulha se a sua tensão estiver diferente da indicada na receita. Aproveite a amostra para treinar o ponto da peça e ganhar segurança.

Perder pontos, aumentar sem perceber ou se confundir na contagem de carreiras é extremamente comum no tricô para iniciantes. Isso pode causar peças tortas ou assimétricas. Muitos “defeitos” no tricô surgem simplesmente por um ponto a mais ou a menos no início da carreira e eu noto que são geralmente laçadas acidentais feitas ao passar o fio para frente e para trás das agulhas.
Para evitar você pode usar marcadores de pontos para ajudar na contagem das carreiras ou pontos. Habitue-se a contar sempre os pontos ao final de cada carreira, e se possível, anote-os. Também é possível contar os cordões tecidos para se localizar na receita.
Talvez o erro mais prejudicial seja achar que errar significa não levar jeito para o tricô. Errar faz parte do processo e é uma das maiores formas de aprendizado. Todo dia eu aprendo algo novo, erro muito e é graças a isso que estou sempre me desafiando a melhorar sempre. Muitas técnicas avançadas do tricô surgiram justamente da observação de erros e correções ao longo do tempo.
Aprender a desmanchar algumas carreiras sem medo faz parte do processo de evolução no tricô e ajuda a ganhar confiança. Encarar o erro como parte do treino, e não como fracasso, permite que o aprendizado aconteça de forma mais leve e natural. Começar com projetos simples, como cachecóis ou quadrados de tricô, facilita a prática dos pontos básicos e reduz a frustração. E, acima de tudo, é importante celebrar cada avanço, mesmo que pequeno, pois cada carreira tricotada representa progresso e dedicação.
Errar no tricô é natural, esperado e, acima de tudo, necessário para evoluir. Os erros mais comuns dos iniciantes no tricô não definem sua habilidade, apenas mostram que você está aprendendo. Com a escolha correta de fios e agulhas, atenção à tensão, cuidado na contagem de pontos e, principalmente, paciência consigo mesma, o tricô se transforma em um processo leve, terapêutico e cheio de conquistas. Se você já cometeu algum desses erros, saiba: você está no caminho certo!
Este post foi escrito por mim, Day Vaz do site Eu Amo Tricô. Sou apaixonada por tricô e há vários anos compartilho receitas, dicas, aulas e um pouco do dia a dia do meu ateliê nas redes sociais. Venha tricotar comigo no site www.euamotrico.com.br ou me acompanhe no Instagram @blogbyday. Não esqueça de marcar suas criações com #semprecirculo e #blogbyday — vou adorar ver o que você anda tricotando por aí!
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